O amor de uma mulher por um homem nasce sempre em múltiplos lugares ao mesmo tempo
— No gesto pequeno, no silêncio que acolhe, na chama que acende, na coragem de ficar.
Ela ama quando cuida, quando repara no detalhe que o mundo ignora, quando ajeita o dia dele com a ponta dos dedos.
Ama quando deseja, quando o corpo reconhece o corpo, quando a presença dele acende nela uma vibração antiga, quase instintiva.
Ama quando se abre, quando partilha o que dói e o que ilumina, quando encontra nele um espaço onde pode pousar a alma sem medo.
Ama quando admira, quando vê grandeza nos gestos mais simples, quando sente orgulho só de o ver ser quem é.
Ama quando caminha ao lado, não atrás nem à frente, mas ao ritmo certo de quem constrói junto.
Ama quando dá liberdade, quando entende que amar não é prender, é permitir que o outro cresça sem perder o caminho de volta.
Ama quando oferece, não coisas, mas intenção — um presente que diz “pensei em ti”, uma surpresa que diz “eu vejo-te”.
Ama quando acolhe, quando se torna porto seguro, quando escuta com o coração inteiro.

Ama quando incentiva, quando acredita nele mesmo nos dias em que ele se esquece de acreditar.
Ama, por fim, no amor tranquilo — aquele que não precisa de espetáculo, que se faz de rotina, de casa, de olhar que diz tudo sem dizer nada.
E tu Mulher, onde tens sentido o amor a acontecer na tua vida — nos gestos que brilham ou nos silêncios que permanecem?
O amor de um homem por uma mulher também se espalha em muitas direções, quase sempre silenciosas, quase sempre mais profundas do que ele sabe dizer.
Ele ama quando cuida, não só no gesto óbvio, mas na forma como observa o que ela precisa antes mesmo de ela pedir.
Ama quando deseja, quando o corpo dele encontra no dela um lugar de verdade, quando a presença dela o desarma e o devolve a si mesmo.
Ama quando se abre, mesmo sem jeito, mesmo com medo, oferecendo pedaços da sua história como quem entrega algo raro.
Ama quando admira, quando vê nela força, beleza, inteligência, e isso o move a ser melhor.
Ama quando caminha ao lado, quando escolhe ficar nos dias difíceis, quando constrói futuro com as mãos firmes de quem sabe que o amor é trabalho e também descanso.
Ama quando dá espaço, quando entende que ela precisa respirar, criar, existir para além dele — e ainda assim permanece.
Ama quando oferece o que tem, não para impressionar, mas para partilhar: tempo, atenção, cuidado, presença.

Ama quando acolhe, quando se torna abrigo, quando segura o mundo para que ela possa pousar um pouco.
Ama quando incentiva, quando acredita nela com uma fé que às vezes ela própria não encontra.
Ama, por fim, no amor sereno — aquele que não precisa de prova, que se faz de constância, de toque leve, de olhar que diz “estou aqui”.
E tu Homem, tens reconhecido as formas como alguém te ama — ou tens passado depressa demais para as ver?

Ruth Collaço, a autora do texto







