O poder de escolher é sempre um ato íntimo, quase secreto, onde a consciência se afirma contra tudo o que a tenta determinar.
Escolher não é apenas optar entre caminhos;
É reconhecer que existe dentro de nós uma fonte de autonomia que não pode ser confiscada.
Cada escolha, por mínima que pareça, é uma declaração silenciosa de soberania interior. É nesse gesto — tão simples e tão radical — que a liberdade começa a respirar.
A liberdade não é um estado exterior, é uma vibração que nasce quando percebemos que podemos orientar o nosso próprio movimento.
A liberdade interior não se constrói com grandes ruturas, mas com pequenas decisões que, somadas, desenham a arquitetura da vida.
Quando escolhemos com consciência, deixamos de ser arrastados pelas circunstâncias, pelas expectativas, pelas narrativas alheias.
A escolha torna‑se um instrumento de alinhamento: aproxima-nos do que somos, afasta-nos do que nos dispersa. É por isso que o poder de escolher é fundamento — porque sem ele a liberdade seria apenas uma ideia bonita, sem corpo, sem chão, sem prática.
E há ainda uma dimensão mais subtil:
Escolher é assumir responsabilidade pela própria existência.
É aceitar que a liberdade não é um presente, é uma construção.
Cada escolha é um tijolo colocado na casa interior. Cada renúncia, cada afirmação, cada desvio, cada permanência, tudo isso compõe a forma como habitamos o mundo. A liberdade interior nasce quando percebemos que não somos espectadores da vida, mas artesãos dela.
“O poder de escolher é o fundamento da liberdade interior.”
(Ventos Sábios)

Ruth Collaço a autora do texto







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