white cruise ship

 (Continuação) 

O cais dos tubarões  

Ali estava ela, a tão esperada ilha! 

São Tomé e Príncipe erguia-se das águas, exuberantemente verde e pouco montanhosa.  

A ilha do Príncipe não era visível, talvez estivesse do outro lado, lembro-me de ter pensado.  

Quando o paquete se aproximou, ancorando ao largo (São Tomé não tem cais de acostagem para paquetes por falta de profundidade) vinham ao nosso encontro batelões que transportariam as bagagens e arcas de porão, bem como o barco da Alfândega onde já era nítida a fisionomia do meu Pai. 

Olhei para a água e vi o que não queria: 

Num vai vem elegante e ao mesmo tempo aterrador, tubarões martelo faziam o reconhecimento do local, demasiadamente perto da prancha ao fim da escada fora de borda que teríamos de descer até passar para o barquito.  

Agilmente o meu Pai saltou para a prancha, subiu as escadas e ali se mataram saudades. 

A minha Mãe, ainda agarrada a ele falava do medo de descer, e ele garantia ser fácil. 

De facto, foi mais fácil do que pensei, embora sempre de olho nos fantásticos tubarões-martelo. 

(Continua)

Maria Dulce, a autora do texto

Uma resposta para “Memórias de um mar que me leva e me traz – Parte 3”

  1. Avatar de Ruth Collaço
    Ruth Collaço

    Sigo a viagem….

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