Um dia, alguém se lembrou de acrescentar este vocábulo e respetivo significado, à arte da comunicação. Certamente terá havido razões para tal, talvez uma atitude isolada, talvez coletiva, desde que relacionada com dádiva ou partilha.
É uma palavra abundante de boa vontade, seja qual fôr o grau da oferenda e independente da tipificação.
Ser-se generoso, é cada vez mais uma espécie de dom, tendo em atenção a disparidade entre o ter como e a penúria.
Não sendo possível converter em lei, cabe a cada pessoa gerir dentro de si a faculdade de doar.
Para quem recebe, a gratidão pode manifestar-se de variadíssimas formas, sendo difícil ao dador imaginar o que leva à necessidade , e até que ponto esta pode ser destrutiva, daí a existência da contrapartida ser vasta.
Com uma postura pouco significativa há quem socio-politicamente falando, tome a generosidade como uma obrigação e nada agradeça por isso.
Por fim, os oportunistas contribuem para a míngua da dádiva, alimentando o descrédito.
Para aqueles a quem já nada resta, basta agradecer com o coração.
Julgo que é suficiente .

Maria Dulce Araujo, a autora do texto







