Não, não descobri enigmas
Nem solucionei mistérios,
Desenhei pirâmides
Pintadas de hieróglifos.
Palavras ancestrais e sábias,
Sílabas de arenito esculpido
E vidas fósseis,
Vagueando nas dunas de areia,
Fantasmas de História
Rasto que o vento apagou.
Num oásis cantam ribeiros
Pequenos ramos de frescura,
E águas de esperança
Vestidas de véus transparentes,
Espargindo o ar
Com gotas de tâmaras.
O dia terminou
Desfeito na noite,
Acordando a viagem sonhada
Adiando para mais tarde
A jornada do deserto.

Maria Dulce Araújo a Autora do poema







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