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Egipto

Não, não descobri enigmas

Nem solucionei mistérios,

Desenhei pirâmides

Pintadas de hieróglifos.

Palavras ancestrais e sábias,

Sílabas de arenito esculpido  

E vidas fósseis,

Vagueando nas dunas de areia,

Fantasmas de História

Rasto que o vento apagou.

Num oásis cantam ribeiros

Pequenos ramos de frescura,

E águas de esperança

Vestidas de véus transparentes,

Espargindo o ar

Com gotas de tâmaras.

O dia terminou

Desfeito na noite,

 Acordando a viagem sonhada

Adiando para mais tarde

A jornada do deserto.

Maria Dulce Araújo a Autora do poema

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