Deixa voar as aves lá no alto
Onde o céu está longe,
E em cada nuvem há um poleiro
Revigorante das asas livres.
No fumo das queimadas,
Das chaminés dos lares,
Do oxigénio que consomes e transformas
Não deixes fuligem mascarada.
As aves molham as penas com chuva,
Não sabem o que são lágrimas,
Conhecem bem o seu caminho
Apenas temem o fogo.
Não destruas os ninhos!
Úteros de palhinhas,
Cânticos de pios,
Amores tão firmes.
Das cinzas reviveu a Fénix,
A vida quer-se pacificamente renascida,
Depois de entender o seu lugar
Depois de saber voar.
Se existem exemplos de espaço e liberdade, as aves ocupam o topo da tabela de valores das espécies. Observar o seu comportamento permite obter conhecimentos comportamentais.
Uma ave é um verso de um longo poema.

Maria Dulce Araujo, a autora do poema







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