Era uma vez um lindo menino
que era um principezinho.
Num pequeno planeta habitava
e de três vulcões ele cuidava

Também da sua rosa tratava,
mas não fazia mais nada.
Então, quis o universo conhecer
para alguns amigos poder fazer.

Durante a sua longa viagem visitou
vários planetas parecidos com o seu,
mas aquilo que mais o espantou
foram os habitantes que conheceu.
No primeiro, um rei poderoso morava
Rei que há muitos anos vivia sozinho
e, como nunca em ninguém mandava,
feliz ficou com a chegada do menino.

O principezinho no segundo planeta
conheceu um homem com muita vaidade
que, risonho e armado em vedeta,
perguntou se o admirava de verdade

Mas ele não sabia o que era admirar
e, por isso, teve que lhe perguntar.
O homem disse-lhe que era reconhecer
que melhor do que ele não podia haver
Era ser o mais bem vestido, o mais bonito,
o mais inteligente e também o mais rico.
O principezinho a si mesmo perguntava
o porquê, pois no planeta sé ele morava
Ao terceiro planeta o menino chegou
onde um pobre e infeliz bêbado vivia.
Numa rápida visita só lhe perguntou
o que é que ele na verdade fazia.
Nada respondeu. – Só sei beber vinho!
– E por que precisas de tanto beber?
– Como me sinto tão triste e sozinho
é para esquecer a vergonha de beber.

Foi-se embora, espantado, o principezinho
sem se aperceber que já falava sozinho,
dizendo que os grandes, feios e bonitos
conseguem ser todos muito esquisitos.
No quarto planeta, um homem de negócios vivia.
O principezinho entrou e disse “bom dia”.
Atarefado, nem sequer a cabeça levantou
para conhecer o menino que ali chegou.

Contas e mais contas estava a fazer
e nem se dignou ao menino responder.
Na contagem das estrelas estava focado
e só dizia que todas tinha comprado.
Ao terceiro planeta o menino chegou
onde um pobre e infeliz bêbado vivia.
Numa rápida visita só lhe perguntou
o que é que ele na verdade fazia.
Nada respondeu. – Só sei beber vinho!
– E por que precisas de tanto beber?
– Como me sinto tão triste e sozinho
é para esquecer a vergonha de beber.

Foi-se embora, espantado, o principezinho
sem se aperceber que já falava sozinho,
dizendo que os grandes, feios e bonitos
conseguem ser todos muito esquisitos.
No quarto planeta, um homem de negócios vivia.
O principezinho entrou e disse “bom dia”.
Atarefado, nem sequer a cabeça levantou
para conhecer o menino que ali chegou.

Contas e mais contas estava a fazer
e nem se dignou ao menino responder.
Na contagem das estrelas estava focado
e só dizia que todas tinha comprado.
O quinto planeta era o mais curioso
era pequeno e pouco luminoso
pois só um candeeiro existia
mais o senhor que o acendia
O principezinho não compreendia
o que é que o candeeiro ali fazia.
Se nem casas nem pessoas havia
para que é que o candeeiro servia?

O sexto planeta era bem mais espaçoso.
Habitado por um senhor muito idoso,
que livros com muitas folhas escrevia,
pois escrever era o que mais queria.
– Que fazes?, perguntou o principezinho.
– Sou geógrafo! Curioso, volta a perguntar:
– O que é isso? – Vou-te explicar, meu menino,
Para que saibas do que estamos a falar.
Sou um grande sábio. Onde fica tudo, eu sei!
As montanhas, os desertos, os mares e rios…
– Que interessante… uma profissão encontrei
daquelas que são verdadeiros desafios

Só que o idoso chegou à conclusão
De que, apesar dos conhecimentos e dedicação,
desconhecia se no planeta algo havia,
pois sempre ocupado só seus livros escrevia.
A Terra foi o sétimo planeta que visitou.
No deserto africano onde estava
a primeira criatura que encontrou
foi uma serpente que com ele falava
Numa pedra o principezinho se sentou,
olhou para as estrelas do céu e falou:
– o meu planeta está ali, mas tão distante…
E, feliz, a serpente acreditou, confiante.

E ainda lhe disse, com grande simpatia:
– É lindo, apesar de nunca o ter visitado!
O principezinho agradeceu com alegria
a esta nova amiga que tinha encontrado.
O que vieste cá fazer?, perguntou ela.
– vim por causa da minha bela flor.
– Então é porque gostas muito dela!
E finalizaram esta conversa com amor.
Bastante tempo, entretanto, se passou
e, certo dia, uma floresta encontrou.
Muitas flores e árvores lá existia
que o principezinho não conhecia.

Muito curioso, logo onde estava quis saber,
Pois só a sua única e adorada rosa conhecia
Na floresta!!! De imediato ouviu responder
E, admirado, soube que outras flores havia.
As flores disseram-lhe o que ele tinha de fazer:
era da sua flor gostar e dela muito bem cuidar,
tapá-la com um manto para do frio a proteger
e dar-lhe sempre de beber para a sede lhe matar.
E continuaram-lhe as flores a dizer:
– O mais importante de tudo é sempre o amor,
porque é muito bom amar uma flor.
A raposa disse que isso temos que fazer.

Como a raposa vivia ali muito perto,
o principezinho logo a quis conhecer.
Achou-a bonita quando com ela foi ter,
contando-lhe o que tinha descoberto.
Disse-lhes que amigos andava a procurar,
pois no seu planeta só tinha a sua flor
e que muitos mais queria encontrar
e poder partilhar com todos o amor.

Convidou a raposa para com ele brincar.
Ela disse-lhe que não podia aceitar,
porque ainda presa a ele não estava
e o menino não compreendia nada
E, com curiosidade, à raposa perguntou
o que era estar presa. E ela o informou:
– Ah! Pois tu não és de cá, mas vou-te contar:
primeiro temos que nos ligar e laços criar!
O menino logo soube que à sua flor era ligado.
A raposa perguntou-lhe se queria ser seu amigo
e o principezinho também teve que lhe dizer
que se ia embora e não a podia levar consigo

– E quando eu partir? Como é que vai ser?
– As saudades vão existir no nosso coração,
Claro! Mas isso só temos que compreender
que mesmo à distância podemos ter união.
E explicou-lhe a grande importância
de uma verdadeira amizade se fazer:
tenha-se inteligência ou ignorância,
ficamos felizes de um novo amigo ter.
É preciso dar-lhes miminhos e deles cuidar,
Dar atenção que precisam em certos momentos,
saberem que estamos aqui para os ajudar
e até poder adivinhar os seus pensamentos.

O principezinho na sua flor voltou a pensar.
Afinal, para ele era a única no mundo,
uma amiga que lhe tinha um amor profundo,
com quem podia contar, por muito o amar.
Sentiu-se responsável e um amigo de verdade,
cuidar dela ia ser sempre a sua prioridade;
só de pensar que um dia a poderia perder,
o seu coração protetor já estava a sofrer.

O principezinho da sua amiga raposa se despediu,
o segredo que lhe disse, na sua memória gravou
e de imediato para o seu eterno planeta partiu,
agradecendo esta viagem que tanto lhe ensinou.

Só com um coração sincero podemos olhar,
seguir, sempre, o seu precioso conselho
como se fosse um espelho e com ele falar,
pois nunca nos engana, sendo novo ou velho.
Termina assim uma linda história de amizade.
Sem ela na vida de cada um, nada faz sentido.
Conservar os nossos amigos é ter felicidade,
os meus podem contar eternamente comigo!






