O barómetro menos fiável que conheço, contudo é o maior catálogo a que o indivíduo recorre na sua avaliação do próximo. Impossível qualificar alguém apenas pela aparência porque estas iludem tal como diz o velho e sábio ditado.
O “rosto” da Lua, empiricamente misterioso e vigilante da noite, sopra luares maravilhosos espelhados em prata nos mares.
Sim, é o que parece!
A Lua não tem rosto, nem o luar é prateado, apenas acontecendo nos versos dos poetas e no romantismo do olhar.
O nosso sistema solar, ou o Universo que nos é dado a conhecer, é profícuo em exemplos de aparências, como por exemplo o traçado das constelações identificadas com contornos terrenos. Parece que foram lá postas deliberadamente por mão ancestral, quais desenhos pré-históricos nas cavernas e pedras, contando feitos para a posteridade.
É pois, o nosso sistema solar uma lição real de que o significado das coisas na sua aparência não é ciência social nenhuma, é sim fruto de conhecimento adquirido com o tempo e estudo.
Quantas vezes o julgamento por aparência traz consequências nefastas para o avaliado, pondo em causa o seu lugar no mundo, em termos de convivência social.
Já vi pessoas mal catalogadas serem crucificadas no meio em que se movem, pelo passa palavra de avaliadores pouco ou nada credíveis.
O que é curioso e dá que pensar, é haver uma quantidade considerável de avaliadores com estas características, sem saberem distinguir entre empatia e aparência e disparam como verdade absoluta. São um perigo…para quem se assusta.
Aqui questiona-se :
O que é empatia e até que ponto se confunde com a aparência?
Os exemplos vêm de cima.
Há que pensar nisso.
A resposta deve lá estar!

Maria Dulce Araújo a autora do texto







2 respostas a ““Aparências””
Grande!!!!!!
“O que é empatia e até que ponto se confunde com a aparência?”, obrigado, por falar algo, ao que muitas vezes, fechamos os olhos.