Era uma vez três porquinhos, 

Felizes e muito unidos, 

Eram todos irmãozinhos, 

Mas dois pouco prevenidos 

Mas o mais velho, para prevenir, 

Um dia os outros chamou. 

Propôs uma boa casa construir, 

Mas o do meio não concordou 

A casa de tijolo teria que ser. 

Resistente e bem construída, 

Para os poder proteger 

E até lhes poupar a vida 

O do meio, sem qualquer canseira, 

Como trabalho não queria ter, 

Disse que teria de ser de madeira 

Para ter pouco que fazer 

E o irmão mais novinho, 

Como era um brincalhão, 

Queria ter pouco trabalhinho 

E aos irmãos disse que não: 

— Calma! A minha casa será feita 

Com um monte de palhinha. 

Ficará bonita e perfeita 

E a brincar levarei a vidinha! 

Ao final do dia, os três acabaram 

Contentes, mas muito cansados, 

As casas que idealizaram 

Para viverem aconchegados. 

Mas, de repente, o perigo apareceu. 

Alguém em silencio se aproximava… 

O mais velho logo percebeu 

E, gritando, para casa os mandava. 

Cada um na sua casa se refugiou 

Sem saber ao certo o que fazer. 

O medo era tanto que os paralisou, 

Pois não sabiam o que ia acontecer. 

O lobo na porta de palha bateu. 

Agressivo, pediu para entrar. 

Como isso não aconteceu, 

Logo furioso começou a soprar!

A casa de imediato logo voou! 

O porquinho fugiu assustado. 

Na casa do irmão do meio se refugiou 

Para se sentir mais amparado. 

E logo o lobo o seguiu. 

Bateu à porta para entrar 

Mas, como não conseguiu, 

De novo começou a soprar. 

E os dois porquinhos, apavorados, 

Ao verem a casa de madeira cair, 

Para se sentirem amparados, 

Para a casa de tijolo queriam ir.

Mas o lobo mau não desistiu 

E atrás dos dois porquinhos voou. 

Bateu à porta, que não se abriu 

E muito zangado o lobo ficou. 

Dizia ele – Abram, que quero entrar! 

E o mais velho embora o mandou: 

–Desaparece, que estamos a jantar! 

E os dois irmãos acalmou: 

— A minha casa é de tijolos resistentes, 

Aqui não consegues entrar! 

Mas o lobo de raiva cerra os dentes 

E de novo começa a soprar.

Mas a casa continuava de pé 

E o lobo soprava, soprava… 

Já cansado, viu fumo na chaminé 

E num estratagema pensava! 

Ao telhado, contente, subiu 

E pela chaminé desceu. 

Num caldeirão de sopa caiu 

Sem saber como aconteceu!

Só quando sentiu o quente, 

Pensou que queimado ia morrer. 

Mas reagiu muito de repente 

E só pensou em desaparecer. 

Os três irmãos o jantar saborearam, 

Felizes e em perfeita união. 

Durante toda a noite festejaram 

O saírem daquela confusão. 

Os dois teimosos aprenderam a lição: 

Na casa de tijolo felizes viveram. 

O irmão mais velho é que tinha razão, 

Por isso jamais lhe desobedeceram!

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