Sabendo que o caos é a desordem existente nas mais variadas situações, à primeira vista seria impossível o surgimento de sentimentos pacíficos.
Contudo não considero improvável a sua coexistência, ou seja, o outro lado da moeda.
Se não existirem seres tranquilos, mesmo numa proporção ínfima, como se reconstrói a vida em geral sobre o caos?
O indivíduo tem a capacidade de manter a alma leve e limpa, lavada de soluções e interesses desajustados, depois de sobreviver ao seu próprio caos interior, o qual tenha sido incutido por outrem ou por arrasto social. Então, está preparado para enfrentar e resolver a derrocada das evidências deparadas.
Põe-se a questão do indivíduo ser forte ou frágil, perante essa necessidade e posterior decisão.
A paz não é vendável nem de fácil acesso.
Ela é fruto de trabalho intensivo, de constante pesquisa na área do autoconhecimento, partindo depois na rota do conceito da integração.
O indivíduo conectado com o meio, aprende mais sobre si próprio, principalmente quando se trata de entender a tão almeja paz.
Para se saber o que significa a Paz é preciso ter pisado o terreno do caos.

Maria Dulce Araújo, a autora do texto







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