Há um mar em ti pelo qual anseio…
Azul
Profundo
Como o infinito que está para lá do olhar…
Desnudo-te a essência
Meu corpo por teu corpo clama
Vem!
Faz-me vibrar
Sacode-me!
Acorda-me!
Embala-me nas vagas do teu imenso mar.
Amo-te!
Como se ama a luz divina que nos vem salvar
Da loucura que nos fascina
Quando a paixão nos domina
E o coração não para de ribombar.
És o meu céu iluminado, o meu universo.
És o aconchego do meu todo
O meu verso e inverso.
És a maré, o fogo que me abrasa
A emoção que me arrasa
O beijo que sufoca meus ais
Quando a noite desce e a Lua em nós reflete.
Aí, somos desejo, vontades
A estrela cadente que promete
Pássaro que no céu se eleva em melodias de encantar.
Quero esse amor desconcertante!
Quero sentir essa ardência inquietante
De sol de verão que trespassa a pele.
Quero esse amor intemporal que arrebata
Quero!
E assim, intensos
Loucos
Lascivos
Apenas como quem anseia…
Toda em ti me estendo
E sei que me entendes
Aceitas e acolhes
Qual livro ainda por escrever
Páginas brancas
Onde, simplesmente, me rendo.
In “Sensualidade” (Direitos reservados)

Dulci Ferreira, a autora do poema







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