É sempre muito gratificante chegar ao fim do dia e sentir a nossa gaveta do conhecimento mais cheia. Organizada por matérias, ela está constantemente a ser aberta e fechada na busca de respostas às solicitações diárias, ou para adicionar mais informação. Todos os assuntos são importantes, por isso guardados, e neste caso uns mais relevantes do que outros.
Desta vez, escolhi a Alma para lhe acrescentar mais peso, tendo por base o facto de ter assistido no Teatro Bocage em Lisboa, a um Monólogo em que o tema foi abordado.
No meu entender, a Alma tem uma importância extrema, pois o que seria de nós se ela não existisse.
Muitos a negam ou ignoram vivendo na sombra, não a alimentando nem regando para que evolua em todos os sentidos, outros cuidam-na com todo o respeito pela sua invisibilidade ou privacidade.
Não pretendo dissertar sobre esta matéria tão sensível, apenas pretendendo chamar a atenção de quem me lê, para o facto de não sermos apenas corpo físico, na medida em que transportamos connosco um bem precioso, um tesouro maior que as mais finas joias lapidadas, uma riqueza que fará toda a diferença na nossa vida, num percurso que se quer iluminado e reluzente.
Temos nós consciência disso?
Talvez não!
Como se tem consciência da Alma?
É uma questão pessoal considerando o ato de acreditar.
A capacidade espiritual existente em cada indivíduo, a dinâmica imprimida por cada um, aquilo a que se chama força e resiliência, mora dentro de nós sendo alcançável, robustecendo o carácter.

Maria Dulce Araújo, a autora do texto








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