Nem sempre a procura está ao nosso alcance em termos de distância, não sendo necessariamente algo de palpável.
Procurar na vastidão dos campos dos sentidos requer organização psíquica, o estabelecimento de prioridades emocionais e suas portas, evitando assim estados de confusão.
O desconforto da falta de recursos capazes de alimentar o futuro projetado, tem a capacidade de obrigar o indivíduo a criar soluções imediatas para esse fim, sob pena da perda de oportunidade.
Mal dos que descreem de si próprios e baixam os braços arrastando-se pela lamúria.
Nos labirintos dos viadutos que nos obrigam a mudar de direção, acreditando que o rigor mental está preparado para o ser seja qual for a meta, encontramos por vezes surpresas não calculadas, terreno propício à evolução e não à inércia, cuja aprendizagem nos irá catapultar num salto maior que o habitual.
A velocidade do pensamento processará o resultado final, de uma sequência de etapas que nos põem à prova.
Não basta olhar para as matérias avançadas do espaço cósmico, para que as “coisas” sejam percetíveis e se encontrem os rumos traçados desde sempre, os berços das sementes que germinarão, qual sinalização inata temporariamente esquecida.
Contudo e só depois de entender as premissas da vivência, se estará apto à descolagem espaço fora e aí sim limpar o suor do esforço e beber das fontes sagradas.

Maria Dulce Araújo a autora do texto








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